PRR. Governo confirma execução do plano a 100%

PRR. Governo confirma execução do plano a 100%

O ministro da Economia confirmou hoje, em Lisboa, que o Plano de Execução e Resiliência (PRR) está totalmente executado, cumprindo o prazo acordado com Bruxelas.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: António Pedro Santos - Lusa (arquivo)

"Estão totalmente concluídas as 44 reformas. Portugal executou plenamente o seu PRR", afirmou o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, em Lisboa.

O governante indicou que "Portugal cumpriu 100% dos marcos e metas do PRR, estando garantidos os mais de 16.000 milhões de euros de subvenções".

No entanto, o titular da pasta da economia apontou que a componente dos empréstimos, que ronda os 5.500 milhões de euros, também será totalmente executada, "salvo algum imprevisto".

Castro Almeida explicou que para garantir a execução total do plano foram contratados investimentos no valor de 101%, acautelando eventuais atrasos, situação que disse justificar as obras por concluir, que classificou como "investimentos além das metas".

O ministro da Economia e da Coesão Territorial referiu que o Governo aumentou a dimensão original do plano e que as revisões constituíram "uma gestão responsável do risco", que não comprometeu os objetivos estratégicos.

Já sobre os projetos que tiveram de ser retirados do PRR, para garantir que não existiam incumprimentos de prazos, como o Hospital de Todos os Santos, o governante assegurou que vão ter outras fontes de financiamento, nomeadamente o Portugal 2030 e o Orçamento do Estado, sem estimar o impacto esperado. País tem que aprender a viver com menos fundos europeus

O ministro da Economia e da Coesão Territorial defendeu ainda que Portugal tem que aprender a viver com menos fundos europeus e a canalizar uma maior fatia do Orçamento do Estado para o investimento.

"Portugal tem que se preparar para passar a dedicar uma maior fatia do Orçamento do Estado [OE] ao investimento público", afirmou Castro Almeida, em Lisboa, na conferência de imprensa.

O governante classificou como "uma fatalidade" o facto de o investimento público ter vivido de fundos europeus, defendendo ser positivo para o país dedicar uma maior fatia do OE a esta área.

"Vai haver menos dinheiro de fundos europeus", insistiu.

c/Lusa

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